Para demonstrar o meu amor por Luís Fernando Veríssimo, estou postando a crônica que eu mais gosto. Espero que vocês gostem...
Defenestração (Luís Fernando Veríssimo)
"Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.
Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada…
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alô…
- O que é que você quer dizer com isso?
Traquinagem devia ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo devia ser um barulho que o corpo faz ao cair na água.
Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? “Nestes termos, pede defenestração…” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:
- Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. Defenestração vem do francês defenestration. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimindo o tempo.
- Defenestrações devem ser proibidas.
- Sim um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí para cima vira crime.
Todas as janelas do quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí para cima vira crime.
Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: É proibido defenestrar. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestradores. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
- Querida…
- Mmmm?
- Há uma coisa que preciso lhe dizer…
- Fala, amor.
- Sou um defenestrador.
E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama:
-Estou pronta para experimentar tudo com você! TUDO!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada.
Entre gemidos, ele aponta para cima e babulcia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela!
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti."
Sigam-me os bons !
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Para sempre?
Aproveitando o dia do beijo, que ninguém estava sabendo, vou fazer mais uma postagem...
Ela amava muito ele, mais do que tudo. Ele não a amava como ela amava ele, mas não importava para ela, continuava amando-o.
Em um dia qualquer, não tão qualquer para ela, ela olha nos olhos dele e diz:
- Casa comigo?
Ela queria ele para sempre, mas ele ri e demora a responder:
- Hoje não.
Os dois sorriem e ela fica muito feliz, seu pedido foi recusado naquele dia, mas ela vai esperar... Para sempre, talvez. Mesmo que o amanhã não exista.
Ela amava muito ele, mais do que tudo. Ele não a amava como ela amava ele, mas não importava para ela, continuava amando-o.
Em um dia qualquer, não tão qualquer para ela, ela olha nos olhos dele e diz:
- Casa comigo?
Ela queria ele para sempre, mas ele ri e demora a responder:
- Hoje não.
Os dois sorriem e ela fica muito feliz, seu pedido foi recusado naquele dia, mas ela vai esperar... Para sempre, talvez. Mesmo que o amanhã não exista.
By Luiza Assunção
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Um conto de amor eterno
Todo dia ele acordava antes do sol nascer, sentava vagarosamente na cama e pegava o porta retrato com uma foto de dois jovens apaixonados, uma garota e um rapaz. A garota tinha cabelos castanhos e olhos de mesma cor, não era alta nem baixa, gorda nem magra, ela era normal , o rapaz era alto mas não tinha um corpo esculpido, ele tinha olhos verdes sinceros e cabelo negro. O homem sentado na cama levantou, caminhou até o espelho e se olhou, ele havia mudado, sua pele enrugada e seus cabelos grisalhos entregavam já sua avançada idade.
O velho senhor tomou banho, e se vestiu formalmente, com terno e gravata, o mesmo que usara no dia mas feliz de sua vida, o dia que casou com o amor de sua vida. Ele desceu as escadas e colocou mesa para dois, preparou o café com um sorriso no rosto e coração apertado de tanta saudade, serviu os dois pratos e as duas xícaras, foi no jardim pegou uma rosa, colocou em um vazo, pós sobre a mesa e por fim se sentou em um dos dois lugares deixando o outro vago. Ele tomou se café em silêncio, e quando terminou ainda com um sorriso no rosto retirou somente o seu prato e sua xícara e saiu.
Ele andou vagarosamente pelas ruas, lembrando de quando a levava no mercado, eles sempre faziam o mesmo caminho e antes de voltar passavam pelo parque e se sentavam no mesmo banco. Eles se sentavam lá e simplesmente conversavam, lembrando do dia em que se conheceram, ele estava tão nervoso que acabou caindo e ela como boa moça que era foi ajuda-lo, foi amor a primeira vista e desde então eles estavam juntos.
Caminhou por mais alguns minutos até que chegou a uma banca de flores, ele comprou o mais belo buque de rosas vermelhas e continuou a caminhar com um sorriso no rosto até que em fim chegou ao seu destino. Tudo ali era tão cinza, tão triste mas mesmo assim aquele homem continuava sorrindo, ele andou até em fim parar em frente ao túmulo cinzento, ele se ajoelhou com dificultade, colocou as rosas no chão, acariciou o túmulo e olhando para o mesmo sorriu.
-Feliz aniversário de casamento meu amor, espero que você esteja bem, me desculpe por não ter vindo ontem, eu sei que prometi vir todos os dias celebrar sua vida mas é muito doloroso fazer isso no dia de sua morte, espero que me perdoe e amanhã prometo trazer margaridas, afinal e sua flor favorita.
Feito por: Nathália Goulart
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Anônimo
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18:55
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Traído pelo amor.
- Me chamo Pedro Gomes Jr, tenho 16 anos, estudo no melhor colégio de São Paulo e sou o futuro herdeiro da Puissant Construtora, a mais importante do estado de São Paulo. O depoimento que vou lhe narrar agora, caro amigo, Bruno, não terá um final feliz e foi assim, conversando com uma desconhecida da internet que minha vida se tornou um inferno.
Eu a conheci no final do inverno passado em um site de relacionamentos da internet. Ela tinha dois oceanos não pacíficos olhos no rosto que se encaixavam em perfeita combinação com a boca carnuda e os cabelos castanhos. No digitar da internet, ela me encantou, contei a ela toda a minha vida, nos tornamos íntimos, marcamos vários encontros fracassados, até que um deles foi bem sucedido.
Meu pai tinha um apartamento em Copacabana para onde nos íamos quase todo o final de semana, era o nosso refúgio. Então, combinei com Maria de nos encontrarmos em uma padaria típica da zona sul para nos conhecermos pessoalmente. Às 15 horas, lá estava ela com seus olhos azuis e cabelos castanhos exatamente como era na webcam. Pedi para Lúcia, a atendente, um café com leite e Maria ficou com um simples suco de laranja, conversamos pouco, beijamos muito, a emoção era forte demais, 8 meses de conversas e declarações pela internet estavam se acabando entre os beijos calorosos que davamos.
Decidimos então fazer um passeio pela cidade, chamei o motorista particular, que por ordens do meu pai, veio acompanhado de dois seguranças. Nosso destino seria o Pão de Açúcar, mas no meio do caminho uma Blazer preta se chocou com nosso carro que bateu em uma árvore. Naquele momento, fiquei atordoado e só lembro de ter visto homens encapuzados com metralhadoras na mão saírem da Blazer e matarem os seguranças. Eles me jogaram na mala e me encapuzaram, ao som da batida da mala, desacordei e ao retomar a consiência já estava sendo mantido em cativeiro.
O cativeiro era escuro de janelas lacradas por madeiras em que só se ouvia o silêncio e em alguns momentos, susurros, provavelmente, dos sequestradores. Ali, eu estava mais atordoado ainda, sem saber direito o que tinha acontecido até que um dos sequestradores entra no cativeiro com um alicate em mãos, exigindo o telefone da minha família e caso eu não entregasse, torturas iam começar. Com o alicate precionando um de meus dedos, passei ao sequestrador os números. Ele, sem mais rodeios, com um sorriso no rosto sai do cativeiro em silêncio, fechando a porta por onde pude observar pela fina fresta que se fechava, a própria Maria aos abraços com outro rapaz, possivelmente, mais um dos sequestradores. Aquilo explicava tudo...
Me acalmei e dei conta do que se passava ali: Aquela menina dos olhos oceânicos, era cumplice dos sequestradores o tempo todo, esse sempre foi o plano deles, usar da beleza dela pra me encantar, foi o crime perfeito. Aonde eu estava? Como ira sair dali? Meu pai estava me procurando?
Meu coração estava sendo consumido cada vez mais por angustia e tristeza, fui traído pela mulher que mais amava e agora estava arriscado à morte, esperando o próximo capítulo conturbado de minha vida que o destino reservara. Quando a porta do cativeiro se abre novamente, os sequestradores colocam no ambiente um balde com água e as torturas começam. Rnquanto um deles dialogava com alguém pelo telefone, o outro me afogava, meus gritos de socorro eram em vão, garfos furavam minha barriga, sangue escorria de meu rosto, meu corpo já não estava mais suportando as tamanhas barbarias que aqueles seres fizeram. O celular é colocado em meu rosto, do outro lado da linha, meu pai teve o tempo de falar poucas coisas:
- Filho, tenha fé, nos estamos fazendo de tudo para lhe salvar, já falamos com Cláudio e no final, vai ficar tudo...
Antes que pudesse terminar, um dos sequestradores distancia o telefone de meu ouvindo e sai pela porta. O outro acaba o serviço, jogando sal em minhas feridas e perante aos meu tremores de dor naquele chão velho, deu as costas e saiu, como se estivesse com a consciência limpa. Dentro daquele quarto, perdi a noção do tempo, meu único alimento era um pão com um pouco de água, o raciocínio naquela altura já não existia, qualquer expectativa arruinada. Eles ficavam do outro lado da porta sussurrando, se ouvia muito pouco do que falavam, mas o papo deles indicava que o meu resgate estava próximo.
Estava chovendo, eles entraram no cativeiro e me vendaram, desse momento só lembro de ter descido as escadas, ter sentido um leve cheiroo de terra molhada e ser colocado na Blazer. O tempo percorrido de carro foi curto, quando chegamos ao local do resgate, as vendas foram tiradas dos meus olhos, as ruas estavam desertas e o dia ainda não tinha amanhecido. Lá estavam os sequestradores encapuzados, apontando uma arma para minha cabeça, Maria era a única sem capuz, ela seria a "mediadora". O lugar marcado para o resgate foi o mesmo onde antes eu tinha dado beijos demorados em Maria. Na padaria, estavam: Os sequestradores, eu, maria, meu pai e Lúcia, a atendente que estava ali por ter sido a ultima pessoa conhecida a ter me visto. Tudo ia bem, mas elementos surpresas fracassaram com o plano do meu pai que tinha tudo pra dar certo, Lúcia era vidente e Cláudio Costa estava dentro do recinto.
De forma agil e inesperada, Lúcia se joga em cima de um dos sequestradores e grita :
- ATIRA !!!
Esse grito era para Cláudio que estava escondido, pronto para atirar assim que eles me soltassem, mas foi por causa de um grito parecido com esse que Cláudio matou uma menina por acidente e isso foi causa de um trauma terrivel em sua vida. Ele não consegue apertar o gatilho, seu esconderijo é descoberto e naquele momentos, todos nos eramos refens dos sequestradores. Meu pai ofereceu os 3 milhões já combinados, mas depois de toda aquela tensão, os sequestradores queriam 10 milhões para libertar todos. Agora, a transação estava entre os bandidos e minha mãe, Tereza, que teria que pegar a quantia restante e levar até a padaria. O banco so abriria as 8 horas e eram pouco mais 4 horas da manhã, os marginais nos jogaram no depósito da padaria, enquanto ditavam as ordem pelo telefone a dona Tereza.
Naquele período de 5 horas em que nos passamos juntos, algumas questões foram respondidas:
> Lúcia era vidente e preveu que se Cláudio atirasse, o morto acabaria sendo outra pessoa diferente dos bandidos. Ele era o detetive que meu pai tinha contratado para resolver o caso do sequestro, além disso, Lúcia foi a última pessoa a ter me visto e por ser vidente preveu o sequestro, avisou os gomes antes dos malfeitores ligarem e estava ajudando nas investigações sempre que podia.
As 5 horas passaram, minha mãe apareceu com a quantia que faltava, mas trouxe os policias junto. Os sequestradores ficaram apavoradas, o dinheiro não era mais importante, agora eles queriam sair daquele meio sem serem presos. Saimos então do depósito e voltamos a parte central da padaria onde armas estavam apontadas para nossas cabeças. O diálogo "sequestradores x polícia" estava sendo colocado em prática. A primeira parte do acordo sera libertar Lúcia, que nao tinha nada a ver com isso. Ela não conseguiu prever o que iria acontecer ou não quis mais interferir.
No momento que ela ganharia sua liberdade, um policial se antecipa, disparando um tiro sem sucesso que bate em cheio na vidraça da padaria, o pânico estava feito. Enquanto os estilhaços do vidro se espalhavam pelo chão da padaria, os reféns tentavam se soltar, os ladrões dispararam 2 tiros e tentaram fugir, o policial que se antecipou disparou só mais uma vez e ao final, Lúcia leva um tiro de raspão no rosto e outros 2 corpos caem ensanguentados ao chão. No meio de toda esta ação, lembro de ter visto minhas mãos cobertas de sangue, depois disso, apaguei completamente e ao acordar, já estava no hospital, respirava com a ajuda de aparelhos e tinha ao meu lado, a mão macia de minha mãe que me acalentava, mas coube a ela me deixar acabado contando o triste desfecho dessa história.
O tiro do policial deixou Lúcia com uma cicatriz horrivel no rosto e os sequestradores atiraram em minha direção para tentar fugir, eu me joguei em direção a Maria para me defender. Ela, ganhou um tiro na cabeça e morreu na hora, destino merecido a quem me fez tanto mal. Um dos sequestradores foi preso, o outro conseguiu fugir atraves da rede de esgotos e eu, que só queria ter meu amor pra vida toda, recebi um tiro a queima roupa. A bala alojada em minha coluna deixou sequelas terrives que jamais poderiam ser revertidas, isto explicava minha dúvida enquanto deitado na cama do hospital: Por que não sentia minha pernas?
By Felipe Gomes
Eu a conheci no final do inverno passado em um site de relacionamentos da internet. Ela tinha dois oceanos não pacíficos olhos no rosto que se encaixavam em perfeita combinação com a boca carnuda e os cabelos castanhos. No digitar da internet, ela me encantou, contei a ela toda a minha vida, nos tornamos íntimos, marcamos vários encontros fracassados, até que um deles foi bem sucedido.
Meu pai tinha um apartamento em Copacabana para onde nos íamos quase todo o final de semana, era o nosso refúgio. Então, combinei com Maria de nos encontrarmos em uma padaria típica da zona sul para nos conhecermos pessoalmente. Às 15 horas, lá estava ela com seus olhos azuis e cabelos castanhos exatamente como era na webcam. Pedi para Lúcia, a atendente, um café com leite e Maria ficou com um simples suco de laranja, conversamos pouco, beijamos muito, a emoção era forte demais, 8 meses de conversas e declarações pela internet estavam se acabando entre os beijos calorosos que davamos.
Decidimos então fazer um passeio pela cidade, chamei o motorista particular, que por ordens do meu pai, veio acompanhado de dois seguranças. Nosso destino seria o Pão de Açúcar, mas no meio do caminho uma Blazer preta se chocou com nosso carro que bateu em uma árvore. Naquele momento, fiquei atordoado e só lembro de ter visto homens encapuzados com metralhadoras na mão saírem da Blazer e matarem os seguranças. Eles me jogaram na mala e me encapuzaram, ao som da batida da mala, desacordei e ao retomar a consiência já estava sendo mantido em cativeiro.
O cativeiro era escuro de janelas lacradas por madeiras em que só se ouvia o silêncio e em alguns momentos, susurros, provavelmente, dos sequestradores. Ali, eu estava mais atordoado ainda, sem saber direito o que tinha acontecido até que um dos sequestradores entra no cativeiro com um alicate em mãos, exigindo o telefone da minha família e caso eu não entregasse, torturas iam começar. Com o alicate precionando um de meus dedos, passei ao sequestrador os números. Ele, sem mais rodeios, com um sorriso no rosto sai do cativeiro em silêncio, fechando a porta por onde pude observar pela fina fresta que se fechava, a própria Maria aos abraços com outro rapaz, possivelmente, mais um dos sequestradores. Aquilo explicava tudo...
Me acalmei e dei conta do que se passava ali: Aquela menina dos olhos oceânicos, era cumplice dos sequestradores o tempo todo, esse sempre foi o plano deles, usar da beleza dela pra me encantar, foi o crime perfeito. Aonde eu estava? Como ira sair dali? Meu pai estava me procurando?
Meu coração estava sendo consumido cada vez mais por angustia e tristeza, fui traído pela mulher que mais amava e agora estava arriscado à morte, esperando o próximo capítulo conturbado de minha vida que o destino reservara. Quando a porta do cativeiro se abre novamente, os sequestradores colocam no ambiente um balde com água e as torturas começam. Rnquanto um deles dialogava com alguém pelo telefone, o outro me afogava, meus gritos de socorro eram em vão, garfos furavam minha barriga, sangue escorria de meu rosto, meu corpo já não estava mais suportando as tamanhas barbarias que aqueles seres fizeram. O celular é colocado em meu rosto, do outro lado da linha, meu pai teve o tempo de falar poucas coisas:
- Filho, tenha fé, nos estamos fazendo de tudo para lhe salvar, já falamos com Cláudio e no final, vai ficar tudo...
Antes que pudesse terminar, um dos sequestradores distancia o telefone de meu ouvindo e sai pela porta. O outro acaba o serviço, jogando sal em minhas feridas e perante aos meu tremores de dor naquele chão velho, deu as costas e saiu, como se estivesse com a consciência limpa. Dentro daquele quarto, perdi a noção do tempo, meu único alimento era um pão com um pouco de água, o raciocínio naquela altura já não existia, qualquer expectativa arruinada. Eles ficavam do outro lado da porta sussurrando, se ouvia muito pouco do que falavam, mas o papo deles indicava que o meu resgate estava próximo.
Estava chovendo, eles entraram no cativeiro e me vendaram, desse momento só lembro de ter descido as escadas, ter sentido um leve cheiroo de terra molhada e ser colocado na Blazer. O tempo percorrido de carro foi curto, quando chegamos ao local do resgate, as vendas foram tiradas dos meus olhos, as ruas estavam desertas e o dia ainda não tinha amanhecido. Lá estavam os sequestradores encapuzados, apontando uma arma para minha cabeça, Maria era a única sem capuz, ela seria a "mediadora". O lugar marcado para o resgate foi o mesmo onde antes eu tinha dado beijos demorados em Maria. Na padaria, estavam: Os sequestradores, eu, maria, meu pai e Lúcia, a atendente que estava ali por ter sido a ultima pessoa conhecida a ter me visto. Tudo ia bem, mas elementos surpresas fracassaram com o plano do meu pai que tinha tudo pra dar certo, Lúcia era vidente e Cláudio Costa estava dentro do recinto.
De forma agil e inesperada, Lúcia se joga em cima de um dos sequestradores e grita :
- ATIRA !!!
Esse grito era para Cláudio que estava escondido, pronto para atirar assim que eles me soltassem, mas foi por causa de um grito parecido com esse que Cláudio matou uma menina por acidente e isso foi causa de um trauma terrivel em sua vida. Ele não consegue apertar o gatilho, seu esconderijo é descoberto e naquele momentos, todos nos eramos refens dos sequestradores. Meu pai ofereceu os 3 milhões já combinados, mas depois de toda aquela tensão, os sequestradores queriam 10 milhões para libertar todos. Agora, a transação estava entre os bandidos e minha mãe, Tereza, que teria que pegar a quantia restante e levar até a padaria. O banco so abriria as 8 horas e eram pouco mais 4 horas da manhã, os marginais nos jogaram no depósito da padaria, enquanto ditavam as ordem pelo telefone a dona Tereza.
Naquele período de 5 horas em que nos passamos juntos, algumas questões foram respondidas:
> Lúcia era vidente e preveu que se Cláudio atirasse, o morto acabaria sendo outra pessoa diferente dos bandidos. Ele era o detetive que meu pai tinha contratado para resolver o caso do sequestro, além disso, Lúcia foi a última pessoa a ter me visto e por ser vidente preveu o sequestro, avisou os gomes antes dos malfeitores ligarem e estava ajudando nas investigações sempre que podia.
As 5 horas passaram, minha mãe apareceu com a quantia que faltava, mas trouxe os policias junto. Os sequestradores ficaram apavoradas, o dinheiro não era mais importante, agora eles queriam sair daquele meio sem serem presos. Saimos então do depósito e voltamos a parte central da padaria onde armas estavam apontadas para nossas cabeças. O diálogo "sequestradores x polícia" estava sendo colocado em prática. A primeira parte do acordo sera libertar Lúcia, que nao tinha nada a ver com isso. Ela não conseguiu prever o que iria acontecer ou não quis mais interferir.
No momento que ela ganharia sua liberdade, um policial se antecipa, disparando um tiro sem sucesso que bate em cheio na vidraça da padaria, o pânico estava feito. Enquanto os estilhaços do vidro se espalhavam pelo chão da padaria, os reféns tentavam se soltar, os ladrões dispararam 2 tiros e tentaram fugir, o policial que se antecipou disparou só mais uma vez e ao final, Lúcia leva um tiro de raspão no rosto e outros 2 corpos caem ensanguentados ao chão. No meio de toda esta ação, lembro de ter visto minhas mãos cobertas de sangue, depois disso, apaguei completamente e ao acordar, já estava no hospital, respirava com a ajuda de aparelhos e tinha ao meu lado, a mão macia de minha mãe que me acalentava, mas coube a ela me deixar acabado contando o triste desfecho dessa história.
O tiro do policial deixou Lúcia com uma cicatriz horrivel no rosto e os sequestradores atiraram em minha direção para tentar fugir, eu me joguei em direção a Maria para me defender. Ela, ganhou um tiro na cabeça e morreu na hora, destino merecido a quem me fez tanto mal. Um dos sequestradores foi preso, o outro conseguiu fugir atraves da rede de esgotos e eu, que só queria ter meu amor pra vida toda, recebi um tiro a queima roupa. A bala alojada em minha coluna deixou sequelas terrives que jamais poderiam ser revertidas, isto explicava minha dúvida enquanto deitado na cama do hospital: Por que não sentia minha pernas?
By Felipe Gomes
sábado, 11 de dezembro de 2010
Um conto de amor.
Amigos, hoje vou lhes contar uma História que na minha opinião é de amor. Quando os fatos ocorreram eles ainda eram crianças, mas o sentimento puro do amor não tem idade para acontecer e nem dia para acabar.
Foi no ano de 2001, quando a familia do Felipe decidiu se mudar para uma nova casa na rua Áiera, com a mudança de lar, Felipe também teria que mudar de colégio e na mesma rua onde agora ele estava morando existia um colégio com o cômico nome de Oficina do Saber. Lá, Felipe cursou a 3ª série(4º ano) do E.F conheçendo novas pessoas e fazendo novas amizades. Ele estava prestes a conhecer a garota que talvez fosse a mulher do resto de sua vida, mesmo com 8 anos almas gêmeas podem se encontrar.
Nesta mesma escola estudava uma menina, Amanda, que tinha um sorriso de garota sapeca, um olhar verdadeiramente encantador e um jeitinho tímido, meio “meigo” de ser. Amanda tinha a mesma idade do Felipe, 8 anos, eles estudavam na mesma sala, o colégio era pequeno e eles passavam grande parte da tarde juntos. Com o tempo eles se tornaram amigos. Porém, Felipe não se contentaria em simplesmente ser amigo daquela menina, ele queria mais, muuuito mais. Ele era ambiçioso demais para se contentar somente com aquilo.
Ele sabia que a idade o atrapalhava e que teria o tempo de 1 ano em que o cronômetro já estava rodando, para realizar seus sonhos. Ele não era de desistir facilmente e começou insistentemente a fazer várias investidas em Amanda, certo que um dia consegueria realizar seu tão sonhado desejo. Amanda era dificil, não iria ceder tão facilmente. Ele dizia a ela que a amava mais que tudo, lhe deu um cordão de presente recitando algumas palavras de amor que possivelmente conseguirá amolecer o coração de Amanda.
Foi provavelmente numa sexta-feira de 2001 que Amanda deu um beijo na bochecha de Felipe. Ah, que coisa boba para ele que era uma criança foi o dia mais feliz de sua vida. Ele ficou estonteante com um sorriso enorme no rosto, todo bobo, crente que tinha conseguido tudo, mas pobre menino, ele era só uma criança e não sabia nada sobre o amor.
Nesse meio tempo, um fato curioso ocorreu, Amanda tinha ido fazer um trabalho escolar na casa de Felipe e depois do término do trabalho, como duas crinaças normais os dois foram brincar de pique-esconde junto com outros amigos. A Áiera era uma rua larga e tinha um espécie de jardim no meio onde eles estavam brincando. A brincadeira começou e Amanda era a última a ser pega, ela tinha que “bater na parade" para salvar os outros e escondida atrás de um carro, a mesma olhou para os dois lados da rua e viu ao longe um carrinho simpático e branco se aproximando, ela achou que conseguiria atravessar a rua antes que o carro chegasse.
Pois é, ela não conseguiu, o veículo a pegou em cheio e quando Felipe olhou, Amanda estava caida no chão e ele saiu correndo para ajudá-la, enquanto Amanda se preocupava com o estado de sua roupa, Felipe estava mais preocupado era com o estado da cara. Eles entram casa a dentro e a mãe de Felipe, rápida e ligeira, pegou dois Bifes enormes e tacou na cara de Amanda, o roxo tinha diminuido e a desculpa dada a mãe de Amanda pela a própria Amanda é que tinha achatado a cara na parede enquanto brincava.
Depois deste trágico episódio, o ano passou rápido, quando eles viram já estavam na ultima semana de aula e a última coisa que os dois fizeram foi dar um abraço apertado de despedida, Felipe estava de mudança de novo e eles provavelmente nunca mais se veriam. Ele foi estudar em outra escola de nome estranho chamada Lumar, por onde estudou até a 8ªsérie(9ºano) quando por fim trocou pela 3ª vez de escola e desta vez para uma de nome nem tão estranho, Souza Amorim. Porém, antes de terminar esse parágrafo devo lembrar que o Felipe repetiu a 6ªsérie(7ºano) por xingar sua feia professora de matématica de Demônio.
No Souza Amorim, Felipe estava estudando no 1º ano do Ensino Médio e lá o sistema de provas era diferente, os alunos do 1º se misturavam com os do 2º ano e faziam as provas. Felipe então avistou uma menina do 2° ano de cabelos castanhos escuros que lhe chamou muita atenção, mas a timidez é algo muito chato e ele só ficava observando aquela menina de loge e pensando como seria bom se um dia eles se falassem. Se ele soubesse quem era aquela menina, já teria falado com ela antes.
Aquela menina que chamou a atenção de Felipe era a sua antiga paixão Amanda que depois de 9 anos de distância ficou lá guardada no coração dele e com isso a sensação de já ter conhecido aquela menina de outro lugar. Mas, a porcaria da timidez sempre vem para atrapalhar tudo, se ele tivesse ido falar com ela saberia que seu nome era Amanda com toda a certeza ele lembraria de seu amor.
Amanda ,logo no inicio do ano, assim que viu o Felipe, lembrou daquele menino que lhe presenteou com um cordão, mas ela não tinha a certeza se o Felipe era mesmo aquele da 3ªsérie, até porque ele era do 1º e ela era do 2º. Foi na lista de presença que ela confirmou o fato, ainda lembrava o nome completo do menino da 3ªsérie e assim suas duvidas tinham acabado, era mesmo ele. Ela contou o fato a uma amiga, a Ingrid que de tímida não tinha nada e deu logo um jeito dos dois se falarem.
Ingrid, em um desses dias de prova, perguntou se Felipe não lembrava do trágico episódio do atropelamento, o mesmo fez cara de espanto mas quando olhou para a pessoa que estava sentada a frente de Ingrid, sua cara de espanto aumentou mais ainda. Sim, ela tinha voltado do passado assim como a fênix que ressurge das cinzas: Amanda. Felipe lembrou dela imediatamente, talvez a pinta no rosto tivesse lhe ajudado, mas só Deus sabe.
A reação entre os três foi uma só, depois da cara de espanto de Felipe, uma crise de risos. Ele ainda não acreditava que aquela era a Amanda e ficou a prova toda agitado, doido para sair gritando que a tinha encontrado mais uma vez. Ele ficava olhando para ela focadamente, vendo o quanto mudou e como tinha ficado mais bonita do que já era. Foi meio que uma nostalgia que tomou conta dele, ficou sem reação.
No mesmo dia só que mais tarde, eles começaram a conversar e colocar em dia os 9 anos de distância, depois de jurar que nunca mais se distanciaria dela outra vez, ele se deu conta que seu amor não tinha se acabado, só esquecido. Mais uma vez, ele vai fazer de tudo para ter o amor daquela dama e só o tempo dirá se ele conseguiu.
Foi no ano de 2001, quando a familia do Felipe decidiu se mudar para uma nova casa na rua Áiera, com a mudança de lar, Felipe também teria que mudar de colégio e na mesma rua onde agora ele estava morando existia um colégio com o cômico nome de Oficina do Saber. Lá, Felipe cursou a 3ª série(4º ano) do E.F conheçendo novas pessoas e fazendo novas amizades. Ele estava prestes a conhecer a garota que talvez fosse a mulher do resto de sua vida, mesmo com 8 anos almas gêmeas podem se encontrar.
Nesta mesma escola estudava uma menina, Amanda, que tinha um sorriso de garota sapeca, um olhar verdadeiramente encantador e um jeitinho tímido, meio “meigo” de ser. Amanda tinha a mesma idade do Felipe, 8 anos, eles estudavam na mesma sala, o colégio era pequeno e eles passavam grande parte da tarde juntos. Com o tempo eles se tornaram amigos. Porém, Felipe não se contentaria em simplesmente ser amigo daquela menina, ele queria mais, muuuito mais. Ele era ambiçioso demais para se contentar somente com aquilo.
Ele sabia que a idade o atrapalhava e que teria o tempo de 1 ano em que o cronômetro já estava rodando, para realizar seus sonhos. Ele não era de desistir facilmente e começou insistentemente a fazer várias investidas em Amanda, certo que um dia consegueria realizar seu tão sonhado desejo. Amanda era dificil, não iria ceder tão facilmente. Ele dizia a ela que a amava mais que tudo, lhe deu um cordão de presente recitando algumas palavras de amor que possivelmente conseguirá amolecer o coração de Amanda.
Foi provavelmente numa sexta-feira de 2001 que Amanda deu um beijo na bochecha de Felipe. Ah, que coisa boba para ele que era uma criança foi o dia mais feliz de sua vida. Ele ficou estonteante com um sorriso enorme no rosto, todo bobo, crente que tinha conseguido tudo, mas pobre menino, ele era só uma criança e não sabia nada sobre o amor.
Nesse meio tempo, um fato curioso ocorreu, Amanda tinha ido fazer um trabalho escolar na casa de Felipe e depois do término do trabalho, como duas crinaças normais os dois foram brincar de pique-esconde junto com outros amigos. A Áiera era uma rua larga e tinha um espécie de jardim no meio onde eles estavam brincando. A brincadeira começou e Amanda era a última a ser pega, ela tinha que “bater na parade" para salvar os outros e escondida atrás de um carro, a mesma olhou para os dois lados da rua e viu ao longe um carrinho simpático e branco se aproximando, ela achou que conseguiria atravessar a rua antes que o carro chegasse.
Pois é, ela não conseguiu, o veículo a pegou em cheio e quando Felipe olhou, Amanda estava caida no chão e ele saiu correndo para ajudá-la, enquanto Amanda se preocupava com o estado de sua roupa, Felipe estava mais preocupado era com o estado da cara. Eles entram casa a dentro e a mãe de Felipe, rápida e ligeira, pegou dois Bifes enormes e tacou na cara de Amanda, o roxo tinha diminuido e a desculpa dada a mãe de Amanda pela a própria Amanda é que tinha achatado a cara na parede enquanto brincava.
Depois deste trágico episódio, o ano passou rápido, quando eles viram já estavam na ultima semana de aula e a última coisa que os dois fizeram foi dar um abraço apertado de despedida, Felipe estava de mudança de novo e eles provavelmente nunca mais se veriam. Ele foi estudar em outra escola de nome estranho chamada Lumar, por onde estudou até a 8ªsérie(9ºano) quando por fim trocou pela 3ª vez de escola e desta vez para uma de nome nem tão estranho, Souza Amorim. Porém, antes de terminar esse parágrafo devo lembrar que o Felipe repetiu a 6ªsérie(7ºano) por xingar sua feia professora de matématica de Demônio.
No Souza Amorim, Felipe estava estudando no 1º ano do Ensino Médio e lá o sistema de provas era diferente, os alunos do 1º se misturavam com os do 2º ano e faziam as provas. Felipe então avistou uma menina do 2° ano de cabelos castanhos escuros que lhe chamou muita atenção, mas a timidez é algo muito chato e ele só ficava observando aquela menina de loge e pensando como seria bom se um dia eles se falassem. Se ele soubesse quem era aquela menina, já teria falado com ela antes.
Aquela menina que chamou a atenção de Felipe era a sua antiga paixão Amanda que depois de 9 anos de distância ficou lá guardada no coração dele e com isso a sensação de já ter conhecido aquela menina de outro lugar. Mas, a porcaria da timidez sempre vem para atrapalhar tudo, se ele tivesse ido falar com ela saberia que seu nome era Amanda com toda a certeza ele lembraria de seu amor.
Amanda ,logo no inicio do ano, assim que viu o Felipe, lembrou daquele menino que lhe presenteou com um cordão, mas ela não tinha a certeza se o Felipe era mesmo aquele da 3ªsérie, até porque ele era do 1º e ela era do 2º. Foi na lista de presença que ela confirmou o fato, ainda lembrava o nome completo do menino da 3ªsérie e assim suas duvidas tinham acabado, era mesmo ele. Ela contou o fato a uma amiga, a Ingrid que de tímida não tinha nada e deu logo um jeito dos dois se falarem.
Ingrid, em um desses dias de prova, perguntou se Felipe não lembrava do trágico episódio do atropelamento, o mesmo fez cara de espanto mas quando olhou para a pessoa que estava sentada a frente de Ingrid, sua cara de espanto aumentou mais ainda. Sim, ela tinha voltado do passado assim como a fênix que ressurge das cinzas: Amanda. Felipe lembrou dela imediatamente, talvez a pinta no rosto tivesse lhe ajudado, mas só Deus sabe.
A reação entre os três foi uma só, depois da cara de espanto de Felipe, uma crise de risos. Ele ainda não acreditava que aquela era a Amanda e ficou a prova toda agitado, doido para sair gritando que a tinha encontrado mais uma vez. Ele ficava olhando para ela focadamente, vendo o quanto mudou e como tinha ficado mais bonita do que já era. Foi meio que uma nostalgia que tomou conta dele, ficou sem reação.
No mesmo dia só que mais tarde, eles começaram a conversar e colocar em dia os 9 anos de distância, depois de jurar que nunca mais se distanciaria dela outra vez, ele se deu conta que seu amor não tinha se acabado, só esquecido. Mais uma vez, ele vai fazer de tudo para ter o amor daquela dama e só o tempo dirá se ele conseguiu.
“aguarde o próximo capitulo.”By Felipe Gomes
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